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F1 levou público ao rubro no sábado




O segundo dia da sexta edição do Estoril Classics começou cedo, mas desde os primeiros momentos de acção em pista que se assistiu a uma invasão de público que engalanou o Autódromo do Estoril, tendo este se apresentado cheio de entusiastas.


Mais uma vez Sol marcou presença num dos mais importantes eventos de competição de clássicos do mundo, presenteando com a sua luz os milhares de adeptos que visitaram o mais antigo circuito permanente de Portugal.


Este sábado a competição já esteve bem patente em pista com qualificações e corridas a entusiasmar os adeptos que tinham ainda imensos motivos de interesse no paddock, como era o caso do espaço do Amicale Spirit of Speed, onde era possível ver diversas motos que marcaram a história do motociclismo mundial, havendo ainda palestras para desvendar os segredos destas máquinas que fizeram também impressionantes demonstrações em pista.




Pouco depois das 16h00 deu-se o momento que a maioria dos adeptos aguardava a primeira corrida do Classic GP, tendo a grelha se formado perante uma bancada repleta e entusiástica ávida de observar carros que ajudaram a criar páginas da história da Fórmula 1 até 1986.


O público rejubilou com o arranque, pleno de sensações fortes, tendo Soheil Ayari, que ontem conquistou a pole-position, mantido a liderança apesar dos ataques de Jamie Constable e Katsu Kubota, que se mostraram bastante ameaçadores na travagem para a primeira curva.


Depois, o piloto gaulês do Ligier JS21 não deu qualquer possibilidade aos seus adversários e rapidamente cavou uma vantagem para os seus perseguidores, com o japonês do Lotus 72 a liderar a perseguição depois do abandono do inglês, com problemas técnicos no seu Tyrrell.


Kubota foi bastante atacado pelo Williams FW08 de Mark Hazell e pelo o Ensign MN181-B de Laurent Fort, mas apesar de ter um carro pre-efeito de solo (classe A), conseguiu resistir às investidas dos seus oponentes de forma estoica, que ficaram entretidos num duelo entre si.


Quando estavam a realizar a décima volta, Hazell e Fort não conseguiram evitar um toque ao saírem lado a lado da Variante, levando a que o Ensign ficasse parado em pista após um curto voo e que o Williams regressasse às boxes com a suspensão dianteira esquerda seriamente danificada.




A corrida acabaria por ser interrompida com bandeiras vermelhas, mas com apenas dois minutos e meio de prova por realizar, não seria retomada, tendo Ayari sido declarado vencedor da primeira corrida do Classic GP, depois de uma exibição impressionante.


O francês, aos comandos do seu Ligier, completou as nove voltas contabilizadas com uma vantagem de vinte e seis segundos para Kubota, que ficou no segundo posto da geral e venceu a classe A com uma prestação de grande nível.


Mark Hazell, apesar de ter estado envolvido no incidente que espoletou as bandeiras vermelhas, ficou classificado na terceira posição, seguido do seu grande adversário de toda a corrida, Laurent Fort.



No domingo será realizada a segunda prova do Classic GP deste ano, esperando-se, uma vez mais, emoções fortes e intensas perante uma moldura humana impressionante.





As outras corridas


Foi a Fifties’ Legends que recebeu luz verde para a primeira corrida do evento, tendo carros marcantes dos anos 1950 e 1960 se feito à pista em condições bastante exigentes.


O esbelto Lotus 19 dividido por Otto Reedtz-Thott/Jakob Viggo Holstein foi o mais forte vencendo a corrida de 1h20 perante a oposição do imponente Shelby Cobra de John Spiers/Nigel Greensall e do ágil Austin-Healey 3000 Mk I de Eugène Deleplanque.


Depois do Classic GP realizou-se a prova do The Greatest’s Trophy, onde puderem ser vistos em pista alguns dos carros mais valiosos de todo o programa.


Volker Hichert/Björn Ebsen impuseram o seu Bizarrini 5300 GT perante o Lister Costin de John Spiers e o valioso Maserati T61 Birdcage de Guillermo Fierro.


O desfilar competitivo de máquinas em pista prosseguiu com o Endurance Racing Legends, onde se apresentam os carros mais modernos de todo evento.


O impressionante Maserati MC12 GT1, que foi pilotado por Miguel Ramos em 2005, levou melhor pelas mãos da dupla Evgeny Kireev/Ramzan Orusbaev, batendo o MG EX264 LMP2 de Mike Newton, que caiu para último logo na primeira volta devido a um incidente com um dos Aston Martin DBR9. Marc Jully completou o pódio aos comandos do seu Chevron B71 Ford, um chassis também conhecido como Keiler KII.


No Sixties Endurance os possantes Shelby foram os grandes dominadores, com sete carros entre os nove primeiros. Apenas os irreverentes Lotus se conseguiram intrometer, tendo três automóveis de Hethel nos dez primeiros classificados.


Philip Kadoorie/Seb Perez foram os mais fortes, em Cobra 289, tendo a companhia na subida ao pódio por Michael Birch/Luke Stevens, em Lotus 15, e Armand Mille/Yves Scemama, em Cobra Daytona Coupé.


Amanhã, o último dia do evento deste ano, voltará a haver um programa cheio de corridas que versam seis décadas do desporto motorizado, podendo todos adeptos assistir a um museu em pista, sendo que os bilhetes de paddock estão já completamente esgotados. Porém, é ainda possível aceder à bancada A, cujo acesso é grátis.




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