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Os carros que fizeram história – Lotus 91



- Chassis pilotado por Elio de Angelis e Nigel Mansell.

- Icónica decoração com as cores da JPS.

- Último Lotus a competir sob a liderança de Colin Chapman.

Na edição deste ano do Estoril Classics um dos cabeças de cartaz será o Lotus 91, um carro que permitiu à Lotus regressar à competitividade, com Nigel Mansell a conquistar um pódio e Elio de Angelis a vencer.

O evento que se assume como um dos mais importantes do mundo dedicado a corridas de clássicos é uma oportunidade para os adeptos poderem ver as máquinas que fizeram a história do automobilismo internacional e, este ano, os fãs voltam a ter a oportunidade de ver alguns carros que marcaram indelevelmente as páginas do desporto automóvel.

Steve Brooks leva até ao Autódromo do Estoril um Lotus 91 ornamentado com as cores icónicas da John Player Special, carro que competiu no Campeonato do Mundo de Fórmula 1 de 1982 pelas mãos de Elio de Angelis e de Nigel Mansell, tendo Roberto Moreno e Geoff Lees substituído o inglês nos Grandes Prémios da Holanda e da França, respectivamente.

O italiano conquistou o triunfo no Grande Prémio da Áustria, ao passo que o Campeão Mundial 1 de 1992 conquistou um terceiro lugar, o seu segundo pódio na Fórmula 1, na estreia do monolugar inglês, que se efectuou em Jacarépagua, Brasil.


Depois de anos de falta de competitividade, o seu último título datava de 1978, a Lotus procurava o caminho dos bons resultados e Colin Chapman, ao invés de procurar uma ideia radical, como era seu timbre, concentrou-se em olhar à sua volta para encontrar as melhores soluções para o seu monolugar.

Assim, seguiu o caminho da McLaren e concebeu um chassis feito em fibra de carbono e kevlar, bebendo ainda inspiração na Brabham para equipar o seu carro com travões de carbono. Com a sua morte no final do ano, devido a ataque cardíaco, o monolugar de 1982 seria a sua última criação que Chapman veria competir.

Equipado com o tradicional V8 Cosworth DFV normalmente aspirado, quando os motores turbo começavam a ganhar hegemonia, o Lotus 91 deu um impulso competitivo à equipa, não sendo ainda assim uma resposta eficaz ao Williams e ao McLaren, que eram motorizados pelo mesmo propulsor.

O chassis que Steve Brooks leva ao Estoril Classics, em destaque no cartaz oficial do evento, foi pilotado por Nigel Mansell e Elio de Angelis, pilotos que têm algumas ligações ao Autódromo do Estoril.

O piloto inglês conquistou o triunfo na edição de 1986 do Grande Prémio de Portugal aos comandos de um Williams FW11 Honda. Mas Mansell marcou a história da prova portuguesa por outros motivos, nem sempre positivos.

Em 1989, ‘Il Leone’, ao serviço da Ferrari, falhou a boxe da equipa quando ia trocar de pneus e para perder o mínimo tempo possível engrenou a marcha-atrás na via das boxes, o que era proibido. Foi decidido mostrar-lhe a bandeira preta, o que significa a desclassificação, mas Mansell continuou a prova, alegando mais tarde que, devido ao sol estar muito baixo, não conseguia ver a indicação do director de prova.

O resultado foi um toque com Ayrton Senna, que o tentou ultrapassar na Curva 1, acabando os dois por abandonar na gravilha. Foi um episódio marcante, que contribuiu para folclore do automobilismo mundial e para elevar o Autódromo do Estoril a palco marcante na história da Fórmula 1.


Elio de Angelis participou apenas em duas edições do Grande Prémio de Portugal, uma vez ter perdido a vida em meados 1986, num teste em Paul Ricard. O piloto italiano disputou ambas as provas lusas aos comandos de um Lotus, tendo em 1984 visto a bandeira de xadrez no quinto posto e a de 1985, vencida por Ayrton Senna, o seu colega de equipa, no quarto.

O Estoril Classics é a oportunidade para todos os adeptos verem de perto um carro importante para história da Lotus, para além de ostentar linhas que lhe conferem uma beleza consensual, e que permitiu a duas personagens do Grande Prémio de Portugal conquistarem resultados de relevo.

Como tem sido habitual, os bilhetes podem ser adquiridos através do website oficial do Estoril Classics, e também fisicamente na FNAC, Worten, El Corte Inglês e CTT Correios, sendo que, como é do conhecimento público, o número de ingressos está limitado ao espaço físico do paddock do Autódromo do Estoril.




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